quinta-feira, março 25, 2004
Mea culpa
| Pois é! A culpa é minha! Tenho-me desleixado com este blog magnífico! Têm sido umas semanas atribuladas mas prometo que vou retomar as actividades! Desculpem desculpem desculpem.... |
quarta-feira, fevereiro 25, 2004
Bámos a animar, carago!
Isto está a ficar muito desanimado! Ninguém tem histórias do carnaval para contar??? Aqui vai alguma inspiração: Um site que conta contos tradicionais de todo o mundo!
inté
inté
quarta-feira, fevereiro 11, 2004
Contos para tontos em destaque
Contófilos, agora podem consultar os contos que já foram publizados no menu do lado direito. Criei um mini-site para tornar mais fácil a leitura. Sempre que houver um conto novo faço uma cópia para lá!
Isto está mesmo animado! coooooooooooooooooooooooooooooool
Ritix
Isto está mesmo animado! coooooooooooooooooooooooooooooool
Ritix
quinta-feira, fevereiro 05, 2004
O cubo tem 6 lados/faces
Bom, (…cá estou eu com a minha característica dificuldade em começar!)
(quem sou eu? Donde venho? Que faço aqui? Quem está aí? Para onde vou..?!?)
então é assim
portanto
isto é um suponhamos
Não me sinto special, muito menos star, apenas guest. E totalmente outsider. Unspecialized.
Se, por um lado, acho que não tenho o direito de comentar/criticar em seara alheia, por outro acho ter esse quase-dever, já que me auto-propus participar.
(Só devia falar na presença do meu advogado, mas o perigo é a minha profissão.)
Por outro lado (não estou a inventar nenhuma figura geométrica, o cubo, por exemplo, tem 6 lados ou faces, eu ainda só vou no 3º..!) é altamente improvável conhecer qualquer um dos participantes, o que me deixa, por um lado, em desvantagem, já que posso fazer comentários totalmente absurdos, mas por outro – e ainda só vou no 5º lado! – não corro o risco de, ainda que inconscientemente, tentar identificar o dono do pseudónimo. Ufff!
O 6º lado é a face com que me apresento, em que o único denominador comum que temos é, quase de certeza, gostarmos de escrever coisas!
En garde!
(quem sou eu? Donde venho? Que faço aqui? Quem está aí? Para onde vou..?!?)
então é assim
portanto
isto é um suponhamos
Não me sinto special, muito menos star, apenas guest. E totalmente outsider. Unspecialized.
Se, por um lado, acho que não tenho o direito de comentar/criticar em seara alheia, por outro acho ter esse quase-dever, já que me auto-propus participar.
(Só devia falar na presença do meu advogado, mas o perigo é a minha profissão.)
Por outro lado (não estou a inventar nenhuma figura geométrica, o cubo, por exemplo, tem 6 lados ou faces, eu ainda só vou no 3º..!) é altamente improvável conhecer qualquer um dos participantes, o que me deixa, por um lado, em desvantagem, já que posso fazer comentários totalmente absurdos, mas por outro – e ainda só vou no 5º lado! – não corro o risco de, ainda que inconscientemente, tentar identificar o dono do pseudónimo. Ufff!
O 6º lado é a face com que me apresento, em que o único denominador comum que temos é, quase de certeza, gostarmos de escrever coisas!
En garde!
quarta-feira, janeiro 28, 2004
ENA ENA ENA
Isto está mesmo a ficar animado!!! Cada vez somos mais... já há contos publicados... Melhor seria impossível! Se há espaço para mais uma? Eu diria que o limite é a Internet! Enquanto houver bits disponíveis há espaço para mais gente!
Leiam, escrevam, comentem... divirtam-se!
Leiam, escrevam, comentem... divirtam-se!
sexta-feira, janeiro 23, 2004
ZEROs e UMs a preto e branco
Boa viagem e boa sorte. Até breve. Hasta la vista. Adeus.
Diante do monitor sente as lágrimas efervescerem-se. Acha-o a cada mail mais distante, mais alheado, mais outro. Que se passa?
Lembra todas as certezas de perpetuidade. Olha em volta - Camadas de um pó paleolítico, livros e CD´s espalhados pela casa, as cadeiras, o sofá desabitado. O sofá onde ele a convencera a mudar-se para cá. Com beijos e falinhas mansas, promessas e projectos.
Pelos beijos, pelas falinhas mansas, pelas promessas e pelos projectos. Por ele. Amara-o inteiramente, toda ela o amara completo. Fizera-a dedicar-lhe todo o seu querer, seus sentires e instintos.
Relê o último mail. Seus últimos ensaios, testes, as conclusões e suspeitas, a confirmação da hipotética teoria, o Professor Doutor Isto, a Professora Doutora Aquilo, o empolgamento que lhe é alheio, a sua total entrega a uma tese... Então e nós?
Uma teia de aranha electrizada instala-se-lhe na coluna vertebral, fria e brilhante, orvalho eléctrico de ciúme e inveja, nostalgia, solidão. Se ao menos o pudesse ter consigo uma noite, umas horas, para lhe recordar o quanto-como-sempre se amaram e completaram...
Você tem mail!
Estás aí, desse outro lado, aí, aqui, agora! - Um desejo seco e definitivo de se lhe impor, impor sua presença, o seu espírito, de se lhe mostrar e demonstrar, de o lembrar daquele NÓS que agora lhe tolhe o correr e o sorrir, o tempo a escorrer. Sem interesse. Sem interesses.
Concentra toda a sua vontade, o desejo e a saudade, quer fazê-lo senti-la presente, não por letras, palavras, símbolos e sinais, quer que a sinta em corpo e alma, a sua presença, junto, colada, como antes...
Fecha olhos definitivos, lembra-o, sonha-o, sente-o, cheira-o. (Conhece-lhe o gosto, os gostos, os desgostos. Anseios e devaneios.) É como estar lá sem estar. Sabê-lo sem o poder saborear... Concentra-se, crispa-se. Posição de lótus, energia vital, vibração. Vontade, um pico de QUERER.
A cadeira tomba, abate-se sobre a mesinha do telefone onde uma vela tardia ardia. A vela tomba, derrama-se sobre a manta étnica. Inflama-se, incendeia-se, miríades de fogachos multicores nas cores Quentes do arco-íris, labaredas. No seu corpo miríades de fogachos nas cores frias do arco-íris. O cérebro crepita em azuis, verdes, roxos, lilases. Descargas eléctricas em cada neurónio, flashs e explosões de mil sóis dos axónios aos dendritos, girândolas corticais, fogos fátuos medulares, uma aurora boreal em cada fenda sináptica...
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ZEROs e UMs a preto e branco. Dezenas de dezenas, centenas e centenas, milhares, milhões, uma infinidade de 0 e 1 sem par. 2 nem em sonhos ou memórias. SÓ, no compasso binário da informática.
Ela-Vírus. Percorre veloz o espaço inexistente entre cibernautas activos, passa todas as paisagens em pichéis e agulhadas coloridas, da floresta amazónica ao deserto do Sahara, da Torre Eiffel à de Babel, animais de todos os continentes sem escamas, pêlo ou penas, impulsos inorgânicos, da mais medonha tarântula ao tubarão mais ardiloso, todo o fascínio da botânica, da erva mais daninha à sequóia em salpicos eléctricos, todo o conhecimento compilado em séculos de informação contraditória ao alcance de um bite. Ela-Tudo.
Norton anti-vírus detectou um vírus neste atach. Delete? - OK
Ela-Nada. Persistirá indelével e eterna cada vez que alguém se-ligue. Ela-Sempre.
Norton anti-vírus detectou um vírus neste atach. Delete? - OK
O pequeno apartamento deflagrara em chamas incontroláveis, tudo perfeitamente incinerado, da cama ao computador. Ela-Nunca.
Norton anti-vírus detectou um vírus neste atach. Delete? - OK
Onde estás? Que aconteceu? Onde estás agora?
Norton anti-vírus detectou um vírus neste atach. Delete? - NO
No! No! e No!
NÃÃÃO!!!
Diante do monitor sente as lágrimas efervescerem-se. Acha-o a cada mail mais distante, mais alheado, mais outro. Que se passa?
Lembra todas as certezas de perpetuidade. Olha em volta - Camadas de um pó paleolítico, livros e CD´s espalhados pela casa, as cadeiras, o sofá desabitado. O sofá onde ele a convencera a mudar-se para cá. Com beijos e falinhas mansas, promessas e projectos.
Pelos beijos, pelas falinhas mansas, pelas promessas e pelos projectos. Por ele. Amara-o inteiramente, toda ela o amara completo. Fizera-a dedicar-lhe todo o seu querer, seus sentires e instintos.
Relê o último mail. Seus últimos ensaios, testes, as conclusões e suspeitas, a confirmação da hipotética teoria, o Professor Doutor Isto, a Professora Doutora Aquilo, o empolgamento que lhe é alheio, a sua total entrega a uma tese... Então e nós?
Uma teia de aranha electrizada instala-se-lhe na coluna vertebral, fria e brilhante, orvalho eléctrico de ciúme e inveja, nostalgia, solidão. Se ao menos o pudesse ter consigo uma noite, umas horas, para lhe recordar o quanto-como-sempre se amaram e completaram...
Você tem mail!
Estás aí, desse outro lado, aí, aqui, agora! - Um desejo seco e definitivo de se lhe impor, impor sua presença, o seu espírito, de se lhe mostrar e demonstrar, de o lembrar daquele NÓS que agora lhe tolhe o correr e o sorrir, o tempo a escorrer. Sem interesse. Sem interesses.
Concentra toda a sua vontade, o desejo e a saudade, quer fazê-lo senti-la presente, não por letras, palavras, símbolos e sinais, quer que a sinta em corpo e alma, a sua presença, junto, colada, como antes...
Fecha olhos definitivos, lembra-o, sonha-o, sente-o, cheira-o. (Conhece-lhe o gosto, os gostos, os desgostos. Anseios e devaneios.) É como estar lá sem estar. Sabê-lo sem o poder saborear... Concentra-se, crispa-se. Posição de lótus, energia vital, vibração. Vontade, um pico de QUERER.
A cadeira tomba, abate-se sobre a mesinha do telefone onde uma vela tardia ardia. A vela tomba, derrama-se sobre a manta étnica. Inflama-se, incendeia-se, miríades de fogachos multicores nas cores Quentes do arco-íris, labaredas. No seu corpo miríades de fogachos nas cores frias do arco-íris. O cérebro crepita em azuis, verdes, roxos, lilases. Descargas eléctricas em cada neurónio, flashs e explosões de mil sóis dos axónios aos dendritos, girândolas corticais, fogos fátuos medulares, uma aurora boreal em cada fenda sináptica...
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ZEROs e UMs a preto e branco. Dezenas de dezenas, centenas e centenas, milhares, milhões, uma infinidade de 0 e 1 sem par. 2 nem em sonhos ou memórias. SÓ, no compasso binário da informática.
Ela-Vírus. Percorre veloz o espaço inexistente entre cibernautas activos, passa todas as paisagens em pichéis e agulhadas coloridas, da floresta amazónica ao deserto do Sahara, da Torre Eiffel à de Babel, animais de todos os continentes sem escamas, pêlo ou penas, impulsos inorgânicos, da mais medonha tarântula ao tubarão mais ardiloso, todo o fascínio da botânica, da erva mais daninha à sequóia em salpicos eléctricos, todo o conhecimento compilado em séculos de informação contraditória ao alcance de um bite. Ela-Tudo.
Norton anti-vírus detectou um vírus neste atach. Delete? - OK
Ela-Nada. Persistirá indelével e eterna cada vez que alguém se-ligue. Ela-Sempre.
Norton anti-vírus detectou um vírus neste atach. Delete? - OK
O pequeno apartamento deflagrara em chamas incontroláveis, tudo perfeitamente incinerado, da cama ao computador. Ela-Nunca.
Norton anti-vírus detectou um vírus neste atach. Delete? - OK
Onde estás? Que aconteceu? Onde estás agora?
Norton anti-vírus detectou um vírus neste atach. Delete? - NO
No! No! e No!
NÃÃÃO!!!
quarta-feira, janeiro 21, 2004
Posso?
Boas! Sabem aquela espécie de “cerimónia” que fazemos antes de começar a leitura de um livro, antes de dar a primeira pincelada numa tela virgem, os primeiros passos num local que queríamos muito conhecer? Eu sempre senti este acanhamento solene em COMEÇAR qualquer-coisa. Pois bem, se concordarem, tenho um conto pronto, não é muito grande, posso colocá-lo inteiro em breve… Falta só aqueles últimos retoques às vírgulas, a última pincelada, o último olhar ao pormenor que nos escapara… Posso?
Oh… posso? Posso? POSSO?
Abraços
Oh… posso? Posso? POSSO?
Abraços